Viver em espaços pequenos tem se tornado uma tendência em São Paulo, com apartamentos de até 27 metros quadrados ganhando popularidade, especialmente entre jovens profissionais e pessoas que valorizam a proximidade de grandes centros urbanos. O número de unidades vendidas nesse formato cresceu de forma expressiva, triplicando entre 2017 e 2021. Apesar disso, especialistas apontam que essa solução está longe de resolver os problemas habitacionais da cidade.
Embora esses empreendimentos sejam atraentes para quem busca praticidade e uma vida minimalista, urbanistas alertam que eles não atendem às demandas de uma cidade complexa como São Paulo. A capital enfrenta um déficit habitacional significativo, com milhares de pessoas em busca de moradias acessíveis e adequadas para famílias maiores. Esses microapartamentos são voltados principalmente para um público jovem e de renda média, deixando de fora uma parcela importante da população.
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Outro ponto de discussão é a qualidade de vida nesses espaços reduzidos. Ambientes tão pequenos podem ser suficientes para dormir e armazenar poucos itens, mas apresentam desafios em situações como o home office ou períodos de maior permanência em casa. Muitos moradores relatam dificuldades em conciliar conforto e funcionalidade em áreas tão limitadas.
Ainda assim, para um segmento específico da população, como estudantes ou profissionais que passam mais tempo fora de casa, esses imóveis podem oferecer uma solução prática e economicamente viável, especialmente em bairros com boa infraestrutura e opções de transporte.
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